oHello Everybody!Lágrima para Dirce Miglaccio. A primeira Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo.
Comentário.
Após 20 dias fora de Ribeirão Preto e do trabalho, li algumas noticias e não muito boas no tocante as escolas. Infelizmente tudo o que acontece, na visão de alguns "ditos entendidos", a culpa é da escola e do professor. Quando a violência explode na escola ou os alunos não desenvolvem o conhecimento, a mídia, os pesquisadores, "os ditos entendidos" têm logo uma explicação aqui na terra Brasil.
Tive a oportunidade de visitar uma ESCOLA PÚBLICA na cidade de Oosterhout (Holanda) e por lá as escolas são de tempo integral. Os alunos levam de casa os lanches para o almoço. As aulas começam ás 8:30 e segue até ás 16hs.
Definitivamente estamos muito, mas muito longe de uma boa escola. Sabe por quê? A base da boa escola por lá é a família que participa, acompanha os filhos, orientam. Há regras e eles sabem como funcionam.
Fui muito bem recebida por diretores, funcionários, professores e alunos. Detalhe: a língua lá é o holandês, mas todos falam inglês. É básico falar inglês.
Os professores por lá são muito valorizados, não tem classes lotadas (máximo 30), eles possuem material, tudo é limpo, há salas de música, de pesquisas, boas quadras de esporte, armários para todos os 1500 alunos, uma biblioteca com muitos livros, computadores conectados a internet.
São 130 professores de todas as áreas, inclusive professores de idiomas como inglês, francês e alemão. Os professores têm em média seis turmas e na outra parte da jornada atuam em formação de colegas, com orientação profissional e de projetos com os estudantes.
Tudo com conforto, material e preparação necessária para um bom trabalho. AH! A escola tem psicólogos, serviço social e todo apoio necessário para as mais variadas situações.
O salário?? É digno para o trabalho realizado e há professores por lá com mais de 20 anos naquela escola.
Assisti a três aulas. Uma de inglês com alunos de 12 anos, outra turma de 17 anos e uma turma de francês de 14 anos. O comportamento e a educação para com os professores e colegas foram impressionantes. Todos com o material nas mochilas.
A teacher de inglês Hellen, disse-me que ao ser diagnosticada com problemas nas cordas vocais, entrou com pedido junto ao governo de microfone e caixas de som para a sala de aula (as salas por lá são fixas para o professor). Ela recebeu sem custo nenhum. Ao dizer a ela que eu também tenho problemas nas cordas vocais, que fiz tratamento por três anos e sempre estou sujeita a problemas, mas que infelizmente por aqui o sistema não se importa, ela me presenteou com um equipamento que havia sido substituído. Não pude trazer, mas amigos trarão em breve para mim.
Assim, aqui em Ribeirão e por todo o Brasil aponta-se o dedo para a escola e o professor. A crise moral, social e de valores que o Brasil se encontra, em minha opinião somente terá uma saída quando a família assumir o seu papel e não adianta ficar falando sobre famílias desestruturadas e blá blá blá. Aqui passamos a mão demais na cabeça das pessoas que ficam somente querendo que o governo de tudo de mão beijada. Assim não vão dar valor mesmo. Quando uma pessoa destrói um patrimônio público, tudo fica por isto mesmo. Se um aluno destrói algo dentro da escola, nossa, é uma longa novela e no fim nada acontece.
Um país como o nosso, em que muitos querem levar vantagem e dar um jeitinho, é só observar a pressão que é para promover alunos, mesmo sem conhecimento tanto nas públicas quanto nas particulares.
Como funcionam os conselhos tutelares, o serviço social, a psicologia e o juizado de menores que encaminham os LA para as escolas? Qual é a ajuda que os jovens recebem na comunidade no tocante a orientação? Tantas vezes a escola não tem para onde encaminhar. Vamos ser realista: tem muita gente querendo aparecer, falar, mas atuar e por a mão na massa...
Tristes escolas brasileiras que com seus políticos, secretários, pesquisadores e ditos entendidos de gabinetes dão palpites, escrevem teses, dão ordens como reis, mas nunca fazem algo de concreto com os que precisam.